O que é a Síndrome do Impostor?
- Verônica Fukuda
- 13 de abr.
- 2 min de leitura
Você já olhou para sua própria arte e pensou: "Eu não sou um artista de verdade"? Você não está sozinho. Esse sentimento tem um nome: Síndrome do Impostor. Ela é muito mais comum no mundo criativo do que muitas pessoas imaginam.
A Síndrome do Impostor é a crença de que você não merece suas conquistas ou que está, de alguma forma, "fingindo" e que eventualmente será descoberto. Na arte, isso pode se manifestar em pensamentos negativos que fazem você questionar a originalidade da sua arte, comparar-se com os outros ou até mesmo questionar o que o qualifica para ser um artista.
Esses pensamentos podem ser paralisantes, impedindo você de criar, compartilhar e desfrutar de sua própria arte. Nossa opinião (nem tão) polêmica? Você não precisa de permissão para se chamar de artista: se você cria, você é um.
Por que artistas sentem a Síndrome do Impostor?
A arte é profundamente pessoal, então é natural sentir-se vulnerável ao mostrá-la aos outros. Na era das redes sociais, estamos constantemente comparando nosso trabalho com os "melhores momentos" selecionados de outros artistas. Isso pode criar uma visão distorcida — vemos apenas as obras-primas finalizadas e polidas, nunca os rascunhos bagunçados ou os experimentos fracassados que os levaram até ali.
Muitos artistas também têm uma tendência ao perfeccionismo, acreditando que seu trabalho deve ser impecável antes de valer a pena ser compartilhado. Mas a arte é inerentemente imperfeita — e é exatamente isso que a torna interessante e única.
Como superar isso:
• Mude sua definição de "Artista": Ser um artista não tem a ver com um certo número de seguidores, exposições em galerias ou qualificações. Tem a ver com o ato de fazer arte. Se você desenha, pinta, faz colagens, rabisca, esculpe ou cria em qualquer forma, você é um artista. Ponto final.
• Comemore as pequenas vitórias: Terminou um esboço? Incrível! Misturou uma cor que amou? Comemore! Pequenas conquistas constroem confiança criativa e, com o tempo, silenciam aquela voz horrível do "não sou bom o suficiente".
• Progresso, não perfeição: Todo artista evolui. Seu trabalho atual não precisa ser sua melhor obra de todos os tempos — ele só precisa existir. Quanto mais você cria, mais suas habilidades e seu estilo crescerão naturalmente.
• Cercar-se de apoio criativo: Encontre uma comunidade onde os artistas compartilham abertamente, incluindo as fases bagunçadas e imperfeitas. Ver que os outros também lutam pode ser incrivelmente libertador.
Você não está sozinho: Mesmo os artistas mais bem-sucedidos têm momentos de dúvida. A diferença é que eles continuam seguindo em frente. Eles criam apesar da voz que diz que não conseguem e, ao fazer isso, provam que ela está errada.
Tradução livre da Revista scrawlr box




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