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Arte que nos inspira

  • Verônica Fukuda
  • 14 de mar.
  • 2 min de leitura

Hoje eu quero fazer uma declaração de amor ao trabalho criativo

Em tempos de Oscar e revisitando o cinema nacional, apresentei aos meus filhos Saneamento Básico (2007), de Jorge Furtado, uma pequena preciosidade no catálogo da Netflix. 

Um filme que celebra a cultura, a criatividade, a arte, e como as pessoas comuns encontram sentido e propósito através dela, impactando positivamente toda uma comunidade.  

O elenco “só” tem Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga, Paulo José, Lázaro Ramos, entre tantos.

Acordei com o filme ainda repercutindo em mim, sobre como a 

arte tem a capacidade de abrir canais de percepções que nos colocam no caminho desejado.  Não tô falando de lei de atração ou sincronicidade, é sobre ter autonomia para calcular a própria rota, de maneira consciente. 

Enquanto a maioria das pessoas segue tendências, o artista cria tendências. 

Lembrei de como a vida ficou caótica após a pandemia e o quanto ela piorou ou melhorou a vida das pessoas, aliás, o início do  lockdown fez exatos 6 anos dia 11.

Quando nos isolamos, percebi que já estava totalmente preparada para o home office, justamente porque não estava seguindo tendência alguma, mas sim criando meu próprio estilo de vida. Essa autonomia de ideias me permitiu dar um grande salto na vida profissional. 

Todos “os problemas” que tenho hoje têm relação direta com o excesso de demandas e não encaro essa condição como um problema… É isso que me faz pular da cama todos os dias com muita disposição para fazer tudo acontecer de forma criativa. 

Hoje, aproveito esse espaço para celebrar a ARTE e todos que dedicam alguma parte do seu tempo ou a vida inteira em benefício dela. Quero aqui expressar a imensa admiração que tenho por vocês-artistas sonhadores que constroem mundos- porque seus espaços, físicos ou digitais, abertos neste Brazilzão são portais sagrados que permitem a construção de pontes para que mais pessoas tenham contato com a arte e tragam à tona suas singularidades, complexidades e subjetividades. Lugares que resgatam memórias e criam diálogos pessoais e sociais tão, mas tão necessários nos dias em que vivemos. 

Eu tenho muito orgulho de ter escolhido este caminho, porque a arte não é apenas um ramo de atividade pra trabalhar. Ela foi o alicerce que permitiu revelar quem eu sou e que me deu todo o sentido e razão para minha existência. 

Ainda em tempo, faça 2026 do jeito que você deseja. V.F.


Fernanda Torres e Wagner Moura em cena do filme


 
 
 

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